Veja 10 dicas para evitar dores de cabeça nas compras online para o Natal

16 novembro, 2008

Por Lygia de Luca, repórter do IDG Now.

"No período de compras natalinas, que começa no próximo sábado (15/11) e vai até o dia 24 de dezembro, o comércio eletrônico brasileiro deve faturar 1,35 bilhão de reais, segundo a projeção da consultoria e-bit.
E já que comprar pela internet é hábito de 7 milhões de brasileiros, de acordo com a Visa, é preciso ter atenção ao usar o comércio eletrônico para garantir os presentes na árvore de Natal.
Antes de sair às compras online, o e-consumidor precisa ter seu sistema munido de antivírus e firewall atualizados, lembra o diretor da F-Secure no Brasil, Gabriel Menegatti. O diretor técnico da Ciashop, Maurício Trezub, esclarece ainda que a responsabilidade de proteção e atendimento eficiente é dividida entre a loja e o comprador.

Confira abaixo 10 dicas para o sucesso de suas compras online neste Natal:

1. Pesquisar o histórico da empresa
Os clientes que compraram na loja deixam suas impressões pela internet, lembra Trezub. “As pessoas dizem como foi o atendimento e reclamam se houve um problema. Este é o melhor parâmetro para decisão da compra”, aponta.
Em uma avaliação com 34 lojas online brasileiras, o Pro Teste aprovou apenas três, no ano passado.
Trezub sugere o acesso a sites como o Reclame Aqui  na busca de opiniões sobre a loja virtual. Outra atitude, sugerida por Menegatti, é ligar para a loja.
“É bom para você checar se ela existe fisicamente. Além disso, você pode pegar o CNPJ da empresa pelo ‘registro.br’ e descobrir se está ativo, inativo ou cancelado, pelo site da Receita Federal – isso mostrará se você lida com um golpista ou não”, afirma.

2. Busque por selos de qualidade
Além de pesquisar sobre a idoneidade da loja das formas citadas acima e em órgãos de defesa do consumidor, Menegatti aconselha o internauta a correr por selos de qualidade.
Trezub explica que estes selos de credibilidade, para serem recebidos, “passam por avaliação em uma série de critérios antes de ter o status de loja qualificada”.
A consultoria e-bit oferece ‘medalhas’ às lojas virtuais – ouro, prata e bronze -, enquanto sites de comparação de preços como o  Buscapé também avaliam as lojas de e-commerce segundo as respostas positivas dos usuários, diz o diretor.
A SecSign e a Patricia Peck Advogados criaram, no fim de outubro, o Selo Venda Legal, que somente será concedido às empresas que ofereça tráfego seguro dos dados de usuários. Por enquanto, as lojas passam por análise, portanto o selo ainda não pode ser encontrado na rede.

3. Verifique a segurança da loja
É claro que, durante uma transação online, é preciso verificar se ela é feita em ambiente seguro. Os especialistas lembram que a URL deve passar de ‘http://’ para ‘https://’. O ‘s’ adicional significa que aquele ambiente é seguro, enquanto um cadeado no pé direito do site mostra que aquela sessão é criptografada.
O usuário pode, por um clique duplo no cadeado, exibir o certificado que comprova a identidade do site.

4. Ler políticas de privacidade, troca e devolução
Não quer ser importunado por promoções e e-mail marketing após o Natal? Menegatti recomenda, então, que você leia a política de privacidade das empresas onde compra. Geralmente, no cadastro, já é possível escolher por ‘opt-in’ ou ‘opt-out’ – receber ou não ofertas da loja e seus parceiros.
“Além disso, você pode comprar uma coisa e receber outra. Então leia a política de troca de mercadorias, assim você saberá o que fazer”, explica.Trezub alerta que a leitura é necessária também para que o usuário entenda como o processo ocorrerá em caso de erro de entrega ou defeito. “A Lei exige que as empresas tenham políticas bem expressas no site. Ou seja, pode ser que a loja cobre o frete para a devolução de um produto, ou não – é preciso explicar quem paga o que”, diz.
Por fim, em períodos como o Natal, os serviços postais e de transportadoras têm maior volume de serviço. Sendo assim,  “as possibilidades de atrasos e erros são maiores”, pondera Trezub. Portanto, ler é prevenir.

5. Prefira lojas com várias opções de pagamento
É possível perceber a credibilidade de uma loja online quando chega a hora de pagar pelas compras – ali, você deve encontrar várias formas de pagamento e diversas bandeiras de cartão de crédito, afirma Menegatti.
“As empresas são auditadas para a verificação de sua segurança antes de oferecerem estas opções”, diz o diretor da F-Secure. “Se você comprar em lojas novas e com preços arrasadores que só oferecem pagamento por boleto bancário, pode ser que pague e não receba o produto.”

6. Busque por pagamento ‘intermediado’
Os ‘intermediários financeiros’ do Brasil são o Pagamento Seguro e o Pagamento Digital. “Usando estes serviços, o lojista manda o produto para o cliente e só após seu recebimento, o usuário avisa o serviço, que libera seu dinheiro para a loja”, explica Trezub.
De um modo geral, estas lojas, por mais que sejam menores ou novas, podem ser consideradas confiáveis, já que o serviço as examina minuciosamente antes de adotá-las como parceiras. Menegatti resume que “as plataformas garantem o pagamento e recebimento”. E todos saem satisfeitos.

7. Imprima os dados da compra
Esta ação é óbvia, mas nem todos a adotam. Salve e imprima todos os dados de sua transação, recomenda Menegatti. E isso inclui e-mails trocados com o suporte. “Isso servirá para você iniciar uma reclamação ou processo caso seja necessário.”

8. Procure por oferta de acompanhamento do pedido
No boom de vendas no fim do ano, o processo fica desorganizado. É interessante, então, preferir lojas que ofereçam este serviço. Para Menegatti, é muito fácil ocorrer um erro na hora de despachar o produto. Mas fique tranquilo, pois “empresas com foco em e-commerce têm este serviço”, diz Menegatti.

9. Evite lan houses e PCs dos amigos
Você sabe quando foi a última vez que um computador público atualizou seus aplicativos, antivírus e firewall? Menegatti questiona, ainda: você sabe se “a máquina está limpa?”. Se a resposta é não, você entendeu a mensagem.

10. Ignore os phishings
Em datas comemorativas, os espertalhões se aproveitam da possível ingenuidade dos usuários.
“Esta é uma questão tenebrosa. Você não está cadastrado no site de uma loja e recebe a oferta de um notebook por 300 reais”, exemplifica Trezub. Para ter certeza, entre no site da loja, digitando a URL na barra de endereços, e confira se a promoção existe.
Menegatti pede também que os internautas desconfiem de ofertas milagrosas, pois aquele produto pode ser falsificado ou roubado. “Pode ser uma empresa de fachada que pega seu dinheiro e some. Além disso, a loja pode estar sonegando impostos e, se você precisar de uma troca em alguns meses, o estabelecimento pode ter sido autuado pela Receita Federal e você não conseguirá”, expõe."


7 coisas que uma marca não deve fazer nas redes sociais

16 novembro, 2008

Um artigo de Lygia de Luca, repórter do IDG NOW.

“Pode parecer muito fácil falar com o consumidor em uma rede social ou mesmo em blogs. Mas nem sempre as empresas acertam em seu comportamento, desperdiçando um espaço que poderia ser usado a seu favor.

Confira abaixo 7 coisas que uma marca não deve fazer nas redes sociais, na opinião de Alessandro Lima, Chief Executive Officer da empresa de inteligência de mercado em redes sociais, e.life; Carolina Terra, responsável pela área de web 2.0 da Agência Ideal; e do diretor da Pólvora Comunicação, Edney Souza.

1. Criar um perfil falso
Isto sempre termina como um tiro no pé da empresa, segundo Carolina. “A transparência é mais válida do que uma ação falsa. Se uma companhia aérea criar um perfil ‘comum’ para participar de uma comunidade que fale sobre gestão de crises e só fizer apologias positivas, sem crítica ao problema, podem desconfiar”, explica.

Além disso, nas redes sociais “as pessoas querem encontrar pessoas para interagir, falando entre si sobre as marcas. Os usuários querem ouvir experiências e relatos verdadeiros – ali, há uma referência de confiança”, exemplifica Souza. “É preferível continuar offline a criar uma estratégia falsa.”

Lima conta que, no exterior, este disfarce é apelidado de “astro turfing”. A expressão define empresas de relações públicas ou agências tentando criar um comportamento espontâneo, fingindo que não há esforços comerciais em comentários nos fóruns.

2. Invadir espaço dos usuários
Quando há um fórum de discussão sobre determinado tema, as empresas não devem ‘chegar chegando’ com sua presença. É preferível, inclusive, que se “converse com o moderador da comunidade para saber se os integrantes querem a presença da empresa ali”, opina Carolina.
Segundo Lima, “o principal erro é entrar em um ambiente no qual não se é bem-vindo e querer interagir diretamente”. Carolina conta que, caso a empresa gere mal estar, provavelmente será banida do espaço. “Isso não acontecerá se a empresa se identificar, explicar que gostaria de entender o que os usuários pensam e dizer que gostaria de participar do debate”, afirma.

3. Enviar comunicados e respostas impessoais
Para começar, é bom saber que ‘press releases’ são informativos e não experiências, observa Souza. “Se a empresa quer proporcionar uma experiência, pode oferecer o teste de um produto ou convidar para um evento” exemplifica.

E o feitiço pode virar contra o feiticeiro. “Os usuários costumam comparar as respostas entre si, se você usar um padrão fica muito fácil de ser identificado”, alerta Lima.

Esta tática, contudo, parece não ser mais popular entre as marcas, segundo o CEO. “Isso era comum há dois ou três anos, mas hoje as empresas já sabem que não é o ideal e evitam o comportamento.”

4. Interferir com publicidade onde não se deve
A empresa pode conversar com o moderador de uma comunidade e comprar um link fixo de divulgação na descrição do espaço, como cita Souza. Mas a estratégia só funciona em partes.

“Se é uma ação que de fato aconteceu, tudo bem. Por exemplo, em comunidades de amantes do Doritos, como a ‘Queremos Doritos 5 kg’, você pode divulgar o pacote ali e oferecer aos usuários”, explica Souza. “Assim, você ainda potencializa a ação positiva.”

Em outubro, a Elma Chips iniciou uma ação oferecendo o desejado pacote gigante do salgadinho aos participantes das principais comunidades referentes ao Doritos.

5. Tentar comprar o usuário
Uma péssima estratégia, na avaliação dos especialistas, é tentar fazer os internautas pararem de falar mal da empresa oferecendo ‘presentinhos’. Não pega bem, por exemplo, enviar um presente para um blogueiro que falou mal da marca, segundo Souza.

“É muito melhor ele entrar em contato para resolver o problema da pessoa. Se fizer algo além do necessário, soa como manipulação.”

6. Interromper conversas
Se você sentar em uma mesa de bar e chegar com seu assunto, interrompendo o diálogo presente, não terá sorte em engatar um novo papo. “O canal social não pode ser de interrupção. As empresas devem discutir o que já está em andamento”, diz Souza.

Quando a empresa cria um blog, por exemplo, deve-se conversar sobre o que já circula no boca-a-boca dos usuários. “Primeiro você deve se inserir e depois começar a acrescentar”, opina o blogueiro.

Aliás, aqui valem as mesmas regras do tópico “não invadir o espaço dos usuários”.

7. Ignorar as manifestações dos consumidores
Carolina aponta que, hoje, observar comportamento dos clientes é indispensável, tendo ou não uma campanha online. “Os usuários vão falar da marca e a internet é um termômetro gratuito”, diz.

As consequências de se ignorar o boca-a-boca online dos usuários podem ser graves. Carolina exemplifica com o caso de uma concessionária que ignorou as reclamações de um cliente que comprou um veículo e não o recebeu após 20 dias.

O atendimento da empresa o ignorou, até que ele, enfurecido, “se vestiu de palhaço e criou um site para detonar a imagem da empresa”, conta Carol. E em vez de finalmente dar atenção ao cliente, a marca entrou com uma ação judicial para tirar o site do ar o que tornou a repercussão pior ainda.

“O que ela podia ter minimizado com um contato, virou uma bola de neve”, explica.

A atitude oposta foi tomada pela Dell. Carolina lembra que, em resposta ao site “Dell Hell”, criado por um cliente insatisfeito, fez um site colaborativo para que os usuários dessem sugestões sobre os produtos e pudessem resolver tudo de forma amigável.”


Como organizar e arquivar os documentos gerados na empresa

22 outubro, 2008

Por Roberto Machado no Blog da Doce Shop

O arquivo é um importante instrumento para controlar a administração de qualquer empresa. Toda atividade em seu empreendimento gera documentos que deverão ser conservados como comprovantes.

Organizar documentos é a mesma coisa que organizar a empresa, sem exageros. Um erro comum nas administrações é o de tratar o arquivo da empresa como um mero depósito de documentos, quando na verdade o arquivo é um centro ativo de informações.

Um arquivo bem pensado e organizado serve para:

    Revelar o que já foi feito e os resultados obtidos
    Revelar o que está para ser feito
    Diminuir a duplicidade de trabalho
    Evitar repetições desnecessárias de experiências
    Evitar improvisos e inadequações
    Encontrar bons parceiros e fornecedores
    Avaliar o empreendimento por partes
    Avaliar o empreendimento com um todo
    Transmitir ordens e ensinar como fazer
    Libertá-lo para aproveitar o dinheiro

Não cometa o erro de menosprezar seu arquivo. Ele é a fonte de pesquisa para todos os ramos administrativos e ajuda muito na tomada decisões.

Porém, antes de conseguir fazer do seu arquivo um parceiro administrativo, um amigo conselheiro e gerador de ideias, será preciso conhecer algumas técnicas de arquivamento.

Gosto da ideia de empresas como organismos vivos. Elas são mesmo! Bom, algumas delas são. Assim como qualquer outro organismo, chega um momento que elas passam a ‘viver’ sozinhas, onde a administração é o cérebro que mantém tudo coordenado e crescendo.

Seguindo este raciocínio, o arquivo de documentos seria então a memória nesse cérebro administrativo. Onde tudo que é aprendido, tudo que foi feito e será feito deve ficar armazenado.

Se você deixar que alguém (funcionário) ou você mesmo guarde para si essa memória, toda a empresa corre o risco de ficar vagando sem rumo caso essa pessoa se ausente. Portanto, também é preciso muito cuidado com os perfis centralizadores de informação.

Os arquivos existem basicamente por dois bons motivos:

    As exigências da legislação pública
    Organização interna da empresa.
  • Os princípios básicos para começar arquivar são:
  • A classificação dos tipos de documentos
    A codificação, que pode ser alfabética ou numérica

Tudo muito simples não é mesmo? Mas existe um insight genial reservado aos que levam a fase da classificação de documentos a sério. É nessa etapa que começamos a fazer a engenharia reversa da empresa, descobrindo como ela funciona de trás para frente.

É possível fazer essa engenharia reversa, porque todas as atividades devem gerar documentos comprobatórios, sejam eles físicos ou digitais. Tudo que é feito durante o trabalho gera algum tipo documento, se não gerar provavelmente alguma coisa está faltando.

A técnica de arquivamento das pastas vazias

É interessante observar como empresas diferentes têm basicamente as mesmas estruturas organizacionais, gerando documentos em comum. Não há muita diferença nos tipos de documentos gerados pelas grandes e as pequenas empresas.

Com base nesse raciocínio, é possível criar uma estrutura funcional de arquivamento, que pode ser compartilhada entre vários empreendedores e empreendimentos diferentes.

Misturando várias técnicas que adquirimos com o tempo, vou disponibilizar para seu uso a lógica de arquivamento abaixo, onde cada número pode ser considerado como uma pasta que deve ser criada em seu arquivo, mesmo que de início ela fique vazia.

As pastas vazias tornam-se uma técnica para você saber o que falta fazer. Imprima e cole este índice das pastas do lado de fora do seu arquivo e coloque apenas os números nas pastas, estamos utilizando a codificação numérica e você precisará de um índice descritivo para encontrá-las.

  • 01.00 – Plano de negócios. Documento responsável por responder os como, onde, quando e porques da empresa, precisa ser o primeiro passo em direção aos objetivos do empreendedor. Deve ser arquivado na pasta número 1.
  • 02.00 – Atividades operacionais. Pasta onde serão arquivados os fluxogramas que mostram como são e como deverão ser feitas as tarefas relacionadas a produção, comercialização e prestação de serviços que a empresa pratica.
  • 03.00 – Produtos. Dados como preços, custos, peso, etc… devem ficar nesta pasta. Se a empresa já tiver um sistema informatizado para armazenagem e manuseio, esta pasta pode ser usada para arquivo de folder ou outro material impresso.
  • 04.00 – Estratégias de marketing. Onde ficarão guardadas as pesquisas de mercado, os mecanismos criados para comunicação com o público alvo, os planos estratégicos de pagamento, o planejamento visual da empresa, garantias, etc…
  • 05.00 – Clientes. Dados como nome, telefone, endereço, etc… devem ficar nesta pasta. Se a empresa já tem um sistema informatizado para isso, a pasta deve ser usada para informações gerais como limite de crédito e controles de pagamento.
  • 06.00 – Fornecedores. Dados como nome, telefone, endereço, etc… devem ficar nesta pasta. Se a empresa já está informatizada para isso, a pasta deve ser usada para guardar as duplicatas pagas, junto com suas respectivas notas fiscais.
  • 07.00 – Financeiro. Aqui devem ser guardados o  fluxo de caixa do empreendedor, contas a pagar, contas a receber, relação de contas vencidas, boletos de receitas e despesas, documentos de bancos, o fluxo financeiro. Criar uma pasta para cada coisa, como 07.01 para o fluxo de caixa.
  • 08.00 – TI. Para guardar notas fiscais de máquinas, peças, softwares, contratos com empresas de hardware e software, registros de programas, etc… Deve-se criar uma pasta para cada coisa, como 08.01 para notas de hardware e assim por diante.
  • 09.00 – Recursos humanos. Para guardar o plano de carreira e cargos, regimento interno, currículos em perspectiva, pesquisa de antecedentes, folha de pagamento de autônomos, o prontuários dos funcionários, contribuições da empresa (INSS)…
  • 10.00 – Setor jurídico. Onde devem ser guardados os controles com problemas jurídicos de dívidas vencidas com fornecedores, créditos a receber vencidos de clientes, processos a favor e contra a empresa. Sempre mantendo cada coisa em uma subpasta.
  • 11.00 – Diretoria e gerentes. Onde devem ser guardados seus respectivos prontuários, planejamento de pro-labore, recibos de pagamento, férias, checklist das tarefas a serem realizadas diariamente. Uma pasta para cada pessoa.
  • 12.00 – Brainstorm. Os resultados e atas de reuniões para solucionar problemas e criar ideias com sócios, diretores, gerentes, funcionários e clientes. Ideias do caderninho pessoal, ideias de outras reuniões, etc…
  • 13.00 – Material de treinamento. Todo o material de treinamento comprado ou criado dentro da própria empresa devem ser guardados nesta pasta. Crie uma pasta para vídeos, outra para apostilas, outra para Cds de áudio e assim por diante.
  • 14.00 – Arquivo morto e impostos. Controle das notas fiscais já contabilizadas, impostos e arquivo morto, DECA, livro de inventário, Simples, notas do ativo fixo, guias de recolhimento, livro de inspeção do trabalho, recibos de pagamento do IRPF, etc…
  • 15.00 – Custos fixos. Aluguel, luz, água, telefone, honorários do contador, folha de pagamento, INSS, FGTS, honorários do advogado, condomínio, vale transporte, vale refeição, leasing do carro, etc… Devem ser arquivados cada um em sua pasta.
  • 16.00 – Arquivo vivo. Notas de vendas, compras, ativo fixo, de despesa de markeging, produção, impostos pagos, despesas administrativas, etc… A diferença dessa pasta é que após os documentos serem contabilizados eles migram para suas respectivas pastas já listadas acima. Por exemplo, as notas com despesas administrativas migram para a pasta 06.00 (fornecedores).

O exemplo de como arquivar documentos mostrado acima vai crescer continuamente e você deverá criar uma pasta para cada nova inserção. Por exemplo, conforme você conquistar um fornecedor novo, deverá também criar uma pasta exclusiva.

Seriam então 06.01, 06.02… e assim por diante. Mantendo os dados de cada um dos fornecedores em pastas separadas e para a pasta raiz não ficar vazia, coloque nela suas experiências. Pode, por exemplo, imprimir os artigos de nosso blog e guardar nelas. ;)

Há muito mais para falar sobre o assunto, mas o mostrado aqui hoje é suficiente para os novos empreendedores começarem com o pé direito.

Arquivar documentos vai ficar divertido.

Cinco maneiras de cortar custos de sua empresa usando tecnologia

22 outubro, 2008

Por Alexandra Krasne, PC World/EUA

Publicada em 20 de outubro de 2008 às 06h00

Os custos de tecnologia podem devorar qualquer orçamento. Quer a empresa tenha apenas dois ou 200 funcionários, as dicas abaixo podem ajudar você a reduzir custos, economizar dinheiro e enfocar o que realmente importa: os resultados financeiros.

1. Use software gratuito

Vamos admitir: quando você está tentando manter sua empresa próspera, desembolsar uma grana alta por software de prateleira dói tanto quanto tratar uma cárie sem anestesia. Felizmente, freeware ou software barato podem ser uma surpresa agradável em termos de solidez e funcionalidade.

O OpenOffice.org não é refinado como o pacote Office da Microsoft (e não devora memória ou recursos), mas é uma alternativa de software livre gratuito, com um pacote completo de aplicativos para processamento de texto, planilhas, apresentações e bancos de dados, compatíveis com o Microsoft Office.

O Google Docs é outra alternativa viável e gratuita ao Microsoft Office – e não há software para baixar ou instalar. Embora ele não tenha a riqueza de recursos do Office ou do OpenOffice, sua funcionalidade básica e interface otimizada talvez sejam tudo de que você precisará.

Criar arquivos PDF pode ser crucial para os negócios, mas o CutePDF é um programa gratuito que apenas exporta arquivos para PDF.

 

2. Adote o trabalho remoto

O Gartner Research prevê que, em 2009, mais de 25% da força de trabalho norte-americana adotará a trabalho remoto. Trabalhar em casa permite que você economize em gasolina, mas continue igualmente produtivo, graças a ferramentas que facilitam conectar e colaborar (quase como se você estivesse no escritório).

Wikis simplificam postar texto ou documentos para que um grupo possa fazer comentários ou mudanças. Alguns wikis são gratuitos e públicos, enquanto outros são mais focados na corporação, com recursos de segurança mais robustos.

O PBwiki tem três modelos: Business, Academic e Personal. O site traz ferramentas de edição WSIWYG, espaço para armazenamento, criptografia SSL, notificações automáticas via e-mail ou RSS e controles de acesso. O preço é razoável – gratuito para um a três usuários, 8 dólares mensais por usuário para 4 a 99 usuários e 6 dólares mensais por usuário para 1.000 a 4.999 usuários.

O Google Docs, mencionado anteriormente, também proporciona uma maneira barata e fácil de compartilhar arquivos (e checar mudanças).

Se você treme ante a idéia de configurar uma VPN (virtual private network), serviços como o LogMeIn podem ser seu bilhete para acesso VPN remoto sem problemas.

O LogMeIn Hamachi promete configuração fácil com o uso de tecnologia peer-to-peer para permitir que funcionários fora do local de trabalho acessem arquivos. O serviço funciona dentro do firewall e a licença para custa apenas 5 dólares mensais por um usuário.

Se sua empresa não tem – e não precisa ter – um servidor centralizado, o Central Desktop é uma maneira de compartilhar documentos online sem nenhuma configuração. O site possibilita que grupos pequenos ou grandes compartilhem arquivos facilmente, rastreiem quem examinou quais arquivos (ou modificou-os) e configurem desktops separados para múltiplos grupos de usuários. O plano gratuito dá direito a 25 MB de espaço e suporta dois workspaces com cinco usuários cada.

 

3. Faça reuniões online

Por que tomar um avião para ver um cliente se você pode fazer uma reunião no ciberespaço? Com software de videoconferência gratuito, como o Skype, você só precisa de uma webcam, um PC e uma conexão à internet.

Além de eliminar os custos de viagens, vai economizar em chamadas de longa distância. Mas, como as ligações do Skype às vezes caem e podem ter interferência estática, faça algumas reuniões antes de descartar totalmente sua linha terrestre.

Se você quiser migrar para um serviço de conferência via web mais robusto, com o WebEx, da Cisco, você compartilha documentos, suporta quatro webcams e exibe apresentações a partir do desktop.

O GoToMeeting é outra solução que oferece VoIP, suporta reuniões com 15 participantes e permite que você faça apresentações, trabalhe em colaboração ou forneça treinamento a partir do seu desktop, economizando custos associados a viagens e espaço para reuniões. Quem não querer fazer apresentações de pijama?

4. Reduza os custos de impressão

De acordo com a GreenBiz.com, você não precisa gastar dinheiro para ser “verde”. Pode reduzir as despesas com papel se tirar copias em ambos os lados de uma página ou usar papel timbrado ultrapassado para memorandos internos.

Se o seu escritório distribui memorandos de papel aos funcionários, experimente colocá-los em um local central (um quadro de avisos perto do bebedouro, por exemplo) onde as pessoas normalmente se reúnem e poderão vê-los.

Outra dica é utilizar o modo rascunho da impressora para reduzir o uso de tinta e, assim, trocar os cartuchos com menos freqüência. O modo rascunho é muito mais veloz e consome menos tinta. Escolha a opção “printer friendly” para imprimir e-mail e páginas web.

Os cartuchos de tinta colorida, em geral, são mais caros. Você pode economizar se imprimir em escala de cinza usando apenas o cartucho preto. Assim, trocará seus cartuchos coloridos com menos freqüência. A maioria das impressoras oferece muitas configurações.

No software da impressora, procure recursos que proporcionam economia de dinheiro.

5. Use software de virtualização

Software de virtualização gera muita economia através da consolidação de servidores e da redução do tempo de backup e recuperação. Além disso, com menos servidores a conta de luz fica mais baixa.

As ofertas padrões da indústria da VMware variam de pacotes para gerenciar grandes data centers ao VMware Workstation para rodar múltiplos sistemas operacionais em um único computador. Você pode testar novos sistemas operacionais ou experimentar novo software sem correr riscos. O VMware Player, gratuito, permite importar imagens backup ou compartilhar dados.

O Virtual Server e o Virtual PC da Microsoft, gratuitos, permitem testar a virtualização. O Parallels é uma das soluções amigáveis com o Mac mais conhecidas.

O software roda sobre hosts Windows e Linux , bem como em Macs com o produto Parallels Desktop for Mac. (A VMware agora também oferece um aplicativo de virtualização para Mac.) A Parallels fornece pacotes de virtualização de desktop, servidor e automação com preços inferiores aos praticados pela VMware.

Se você preferir software livre, o FreeVPS é uma alternativa viável ao software comercial mencionado acima. Como outros software open source, o FreeVPS não fornece suporte oficial, mas o web site traz a documentação completa.

A economia está incerta, mas uma combinação de software gratuito, serviços gratuitos e uma certa dose de conhecimento pode ajudar qualquer empresa a frear os custos de tecnologia.

Alexandra Krasne, é editora da PC World, de São Francisco.


O Google nos faz mais idiotas?

15 outubro, 2008

 

Época Negócios

O uso freqüente da internet reduz nossa capacidade de ler textos longos, diz especialista

Os artigos e livros de Nicholas Carr têm sido uma fonte de desgosto para os aficionados de internet. No início deste ano, o jornalista e escritor americano lançou The Big Switch (“A grande virada”), em que revela os perigos de uma rede de computadores cada vez mais inteligente e poderosa. Agora volta à carga em artigo na revista Atlantic Monthly, no qual aborda uma ameaça mais sutil do mundo virtual. Carr deu-se conta dela ao perceber que tinha cada vez menos paciência para ler textos longos ou livros. Sua concentração se dispersava depois de duas ou três páginas. “Estou sempre tentando trazer minha mente de volta ao texto”, diz. O que antes fazia com prazer virou um martírio. “Não penso mais da maneira que costumava pensar”, lamenta. Carr está convicto de que não se trata de um problema pessoal. Ex-editor da Harvard Business Review, ele ouviu blogueiros e intelectuais que confessaram igual dificuldade para chegar até o último parágrafo de um livro.

O título do artigo – O Google está nos tornando estúpidos? – dá uma pista. Carr acredita que a internet transformou nossas mentes. Os meios de comunicação não são canais passivos de informação. “Eles fornecem o conteúdo de nossos pensamentos, mas também modelam o processo de pensamento”, diz Carr, citando o pensador canadense Marshall McLuhan. Resultado? Um internauta que salta de site em site condiciona a mente a receber informações de forma rápida e superficial. Os circuitos neurológicos adaptam-se a essa nova realidade, afirma o escritor, baseado em pesquisas que mostram que o cérebro, mesmo o de adultos, é dotado de enorme plasticidade. “O cérebro consegue se reprogramar em pleno vôo, alterando a forma como funciona”, afirma o neurocientista James Olds, da George Mason University, em apoio aos argumentos de Carr.

Com pouca paciência para textos longos, leitores do mundo virtual limitam-se a ler  títulos e resumos.

Uma pesquisa recente da University College London confirma a dificuldade que as pessoas têm hoje de mergulhar em textos longos. O levantamento examinou, durante cinco anos, o comportamento dos visitantes de dois populares sites de pesquisa – da Biblioteca Britânica e de um consórcio de instituições de ensino – que dão acesso a jornais, e-books e outras fontes de informação. Descobriram que os usuários exibem um comportamento ligeiro e inconstante. Lêem no máximo uma ou duas páginas de um artigo ou de um livro antes de trocar de site. Alguns arquivam textos longos, mas raramente voltam a consultá-los. “Fica evidente que os usuários não lêem no sentido tradicional”, dizem os autores do estudo. “É uma nova forma de leitura. Navegam por títulos, sumários e resumos de textos. Parece que estão online apenas para evitar uma leitura no sentido tradicional.”

A mesma superficialidade parece contaminar a academia, segundo estudo recente do sociólogo James Evans, da Universidade de Chicago. Apesar de ter à sua disposição uma quantidade cada vez maior de versões online de publicações científicas, os pesquisadores tendem a pesquisar na internet um número reduzido de artigos – os mais comentados entre os colegas, ignorando todo o restante. “A pesquisa científica online acelera o consenso”, diz Evans. É um comportamento bem diferente daquele exibido por pesquisadores de outras eras, que gastavam um tempo enorme fuçando trabalhos em bibliotecas e que, pela própria natureza da consulta, esbarravam em trabalhos de diferentes campos do conhecimento, que, ao final, acabavam sendo citados nos seus estudos.

A repercussão do artigo de Carr foi imediata. Em seu blog, o escritor Evan Ratliff, colaborador da revista The New Yorker e do jornal The New York Times, disse que o uso incessante da internet provavelmente afeta também a nossa memória, uma vez que não temos mais a necessidade de lembrar daquilo que está facilmente à nossa disposição no universo virtual. O que não é, necessariamente, negativo. São circuitos neurológicos que podem ser empregados em outras atividades.

Muitos apontam um pessimismo exagerado em Carr. O jornalista Kevin Kelly, editor da revista Wired, afirma em seu blog que, se o nosso desempenho intelectual cai quando estamos fora da rede, melhora quando estamos online. “Será que não ficamos mais idiotas quando estamos fora do Google, mas mais espertos quando estamos no Google? É muito provável que sim”, diz. Para Danny Hillis, escritor e consultor da IBM e da Hewlett-Packard, o autor de The Big Switch erra ao apontar o culpado. “O dilúvio que está nos afogando é o do excesso de informação”, afirma. Para ele, o Google e outros instrumentos da internet apenas nos ajudam a sobreviver em meio ao enorme fluxo de dados da sociedade contemporânea.


Crise. Você prefere com ou sem açúcar?

12 outubro, 2008

F/Nazca Saatchi & Saatchi

Nós já enfrentamos e sobrevivemos a muitas crises. Talvez já tenhamos perdido as contas sobre o número e a origem delas. Mas a maldita já nos surpreendeu diversas vezes enquanto assobiávamos distraídos virando alguma dessas esquinas da vida.

Algumas, foram provocadas pelo petróleo, outras pela Rússia ou pela China, a maioria, geradas internamente, já que em matéria de crise, o Brasil sempre foi auto-suficiente. A tal ponto, que se não chegamos a ser fraternos amigos – nós e a crise – também não podemos negar que tenhamos nos tornado íntimos conhecidos.

Nenhuma crise é igual à outra. Essa que chegou com toda a força, agora, certamente é a mais diferente de todas. Porque o Brasil não tem um pingo de responsabilidade sobre o que está ocorrendo e porque o Brasil está no seu melhor momento economicamente falando. O Brasil nunca esteve tão em dia com as suas obrigações, o dever de casa feito, com um mercado interno tão forte, com empresas tão sólidas, modernas e competitivas e com as suas instituições tão garantidas, para encará-la.

Mas isso não nos exime das conseqüências da crise. Que, por sinal, é também uma das mais potentes e destruidoras das que se tem notícia em quase um século. Ela já está sendo dura e será ainda mais devastadora, não precisamos ser profetas para prevê-lo. Então, o que nos resta fazer?

O óbvio é termos medo, nos encasularmos, rezarmos para diferentes deuses, de diferentes religiões, ficarmos imóveis acreditando que qualquer mínimo movimento pode ser fatal para ela nos alcançar e, assim esperarmos, até que ela passe.

Demitir, cortar os investimentos, reduzir a produção, suspender novos projetos, reprimir os movimentos de inovação, não acreditar num retorno inesperado da demanda, também são boas e óbvias idéias. Talvez, algumas tenham mesmo que ser feitas, quem sabe?

Mas também há o inóbvio, por mais que, obviamente, a palavra inóbvio não exista. E não existe por que? Porque ninguém a disse antes, vai saber.

E é aí que reside o intuito desse nosso anúncio: apelar para os que acreditam que o inóbvio existe. Não só existe, como pode ser feito nesse exato momento onde o óbvio é o que todos pensam, todas fazem, todos professam e todos aconselham.

O intuito desse anúncio é, humildemente, tentar criar uma minúscula fagulha de otimismo, de esperança – nossa velha, desgastada, mas essa sim, querida amiga em todos os nossos célebres momentos de crise – para que ela se dissemine, se instale nas nossas cabeças, nas nossas empresas, na nossa sociedade, mesmo lutando contra esse poderoso inimigo que tão mais facilmente gosta de se instalar nesses mesmos lugares ao menor sinal de que o pior pode acontecer.

O intuito desse anúncio é despertar o empreendedorismo que sempre caracterizou o empresariado brasileiro, a coragem que sempre foi a marca registrada das nossas empresas, a capacidade inesgotável de reinvenção que sempre foi o norte dos vencedores neste nosso país. E também é o intuito desse anúncio, demonstrar que um marketing original, é a mais poderosa fonte de energia, capaz de gerar as transformações que uma empresa precisa num momento de crise. Nós acreditamos piamente nisso.

Esse é o nosso óbvio.

Acreditamos que se esta não é o momento de inovar, que outro será? Acreditamos que se esse não é o momento de ser e parecer diferente dos seus concorrentes, que outro haverá de ser?
Acreditamos que se não for essa a hora de falar, enquanto muitos se calam de medo, que outra hora estará à nossa disposição para fazê-lo? Uma grande idéia, única, diferente de todo o óbvio, sempre foi e sempre será o detonador mais valioso – e menos oneroso – para mudar-se a história, o humor, a fé, a determinação e otimismo interno de uma empresa.

É isso que nós defendemos para os nossos clientes e que queremos externar para o Brasil inteiro hoje. Porque tivemos a presunção de que se nós pensamos assim, talvez você, talvez mais gente por aí também pense do mesmo jeito. E nós adoraríamos poder contar com mais gente, mais empresários, mais cidadãos para ajudar a contrariar o óbvio, a não aceitar passivamente em todas as suas piores conseqüências o medo, pelo medo.

Crises nós já enfrentamos e, queiramos ou não, ainda enfrentaremos essa um bom tempo e outras por muitas vezes.
O que deve nos mover é a visão de como nós queremos ser percebidos assim que mais uma vez nós sairmos dela.

De pé, ou de cócoras.

Na crise, já disseram muitos, é que se separam os homens dos meninos. Ou seja, crise, pode ser café pequeno para os homens. Nós gostamos com açúcar.

10/10/2008


Especialista ou multitarefa? Saiba qual perfil é mais valorizado em tecnologia

12 outubro, 2008

Por Amanda Camasmie, especial para o IDG Now!

Publicada em 06 de outubro de 2008 às 07h15

São Paulo – Novos cursos ampliam oportunidades para profissionais de TI. Especialistas indicam os perfis mais valorizados pelas empresas.

varios_conhec_88.jpg

Enquanto alguns cursos estão voltados a apenas uma especialização, outros apostam em abrir o leque para formar um profissional competitivo. Mas afinal, o que é mais importante na área de tecnologia? Ser especialista ou um profissional com múltiplos conhecimentos?

“As empresas estão em busca de profissionais especialistas, com sólidos conhecimentos em determinadas tecnologias, ferramentas e ambientes”, afirma Ercília Vianna, gerente de projetos da Célula de TI do Grupo Foco, consultoria de Recursos Humanos.

No entanto, o mercado hoje está mais exigente. Ele busca um especialista, mas ao mesmo tempo precisa de um profissional que conhece um pouco de cada área para prover a integração de sistemas. “Por exemplo, um programador pode ser especialista em certa linguagem, mas precisa conhecer, sem ser especialista, a parte de banco de dados, para que ele consiga efetuar, em um sistema, uma integração entre o back end e o front end da aplicação”, explica Rita Cury, gerente de Marketing e Produtos do Grupo Impacta Tecnologia.

Na prática, o profissional de TI precisa ter a visão macro de tecnologia da informação, e isso acabará sendo um diferencial. “Especialista não significa ser conhecedor de uma determinada tecnologia, mas um expert nas ferramentas que envolvem um determinado ambiente, ou sistema, da área em que o profissional atua”, aponta Ercília.

E é nessa onda que seguem os novos cursos da área. É o caso do Arquiteto de soluções, o especialista que antes era formado em uma única plataforma e agora pode suprir a necessidade de muitas empresas e ampliar seu conhecimento.

A pós-graduação em Sistemas Corporativos de Alto Desempenho: Mainframes e servidores de grande porte da FIAP, em São Paulo, é um destes exemplos. “O curso veio atender uma demanda de mercado que já havíamos identificado. Ele amplia os conhecimentos do profissional e foca todas as plataformas: mainframes, Risk/Unix e servidores Intel”, afirma Paulo Sérgio Pecchio, coordenador do curso de pós-graduação da FIAP.

Segundo Pecchio, as empresas hoje precisam de um profissional mais eclético, que atue em mais de uma plataforma. Ele atenta ao fato de que o profissional deve acompanhar o mercado. “A IBM nunca vendeu tanto mainframe como este ano. As grandes corporações não abrem mão do mainframe e as médias também estão direcionando sua plataforma a isso”. Comprovando a necessidade de profissionais na área, no final de agosto, a IBM anunciou um concurso da plataforma para estudantes.
Para realizar o curso de Sistemas Corporativos, o profissional precisa ter bons conhecimentos em pelo menos uma plataforma e uma vivência de três a quatro anos em uma empresa de médio ou grande porte. Além disso, deve ter graduações em engenharia, física, matemática, economia ou tecnologia da informação. “O candidato deve ter um curso superior com base em matemática e ter no mínimo um inglês intermediário”, explica o professor da FIAP. Os salários podem variar de 5 mil reais a 14 mil reais.

Oportunidades no ambiente digital

A PUC-SP também acompanha a maré e reformula a grade do curso de graduação Tecnologia e Mídias Digitais, oferecendo formação aos novos títulos de Designer de Interfaces, Designer Institucional e Gestor de Web – um profissional que faz o bacharelado pode ser contratado em qualquer um desses cargos.

“O aluno estará preparado para uma variedade de cargos profissionais. Tudo passa pela a web. Se você desligá-la, o mundo pára”, diz Sérgio Basbaum, coordenador do curso de Tecnologia e Mídias Digitais da PUC-SP.

A hipérbole retratada pelo professor demonstra a necessidade das empresas em cuidar da sua gestão digital. Pensando nesses fatores, o curso dividiu sua grade curricular em três grandes temas: web, jogos e tecnologias emergentes – dispositivos móveis, aplicativos, mídias locativas.

A função desse profissional generalista será montar a estrutura de comunicação digital, criar o processo de treinamento interno e gerenciar a arquitetura de informação do site. Além disso, ele deve entender de hardware, programação e questões da interface e da semiótica. “Esse profissional deverá saber as melhores maneiras de utilizar as possibilidades do mundo digital”, explica Basbaum.
Com um salário inicial que varia entre 2 mil reais e 4 mil reais, esse profissional “entenderá o que é streaming, download, Java, enfim, os diversos formatos de mídia existentes. Será um profissional completo”, ressalta Basbaum.

Ao identificar esse novo mercado, a Impacta lançou recentemente uma linha de treinamentos voltada para quem já concluiu o ICSs (Impacta Certified Specialist), em programação e banco de dados, ou possui conhecimentos equivalentes e quer desenvolver uma solução real, simulando um ambiente de fábrica de software.

“Neste treinamento, o aluno aprenderá a trabalhar em equipe em um ambiente corporativo e participará ativamente de todas as etapas de um projeto, desde a concepção e análise de requisitos, até a implementação das camadas de software, passando pela modelagem de bancos e classes”, explica Rita, da Impacta.

“Como o mercado está aquecido e existe um déficit de profissionais qualificados, aqueles que possuem boa formação, larga experiência e estão em constante aprimoramento se destacam e são, conseqüentemente, supervalorizados”, conclui Ercília, do Grupo Foco.

Voltar para o Blog da Consultic